Mulheres: diversa caligrafia

.:. contos .:.

Cultural, 1995
126 páginas, 21cm

Antologia de contos eróticos idealizada por mim em 1995 em torno do Sabalogos com amigos que se reuniam na livraria nas manhãs de sábado. Reúne os escritores Adilson Vilaça, Francisco Grijó, Luiz Guilherme Santos Neves, Reinaldo Santos Neves, Renato Pacheco, Sebastião Lyrio e eu, com prefácil de Ivan Borgo/Roberto Mazzini e ilustrações de Armando Costa.

Da antologia, escreveu Luiz Guilherme Santos Neves:

Graças ao escritor Pedro J. Nunes foi edificada esta capela de contos, tendo mulheres nos altares.

Pedro J. Nunes nasceu em Calçado, mas conta a lenda que seu berço de origem é Ibitirama. Ele contesta a versão lendária.

Como escritor, Pedro J. Nunes é um autodidata e, se cursou alguma oficina literária, nunca fez alarde desse galardão. Vindo para Vitória, passou a ganhar a vida dedicando-se às letras – fez-se escrivão por ofício. Dele se diz que, além do talento que tem, é dado a ter boas ideias.

Nas manhãs de sábado, a Livraria Logos, na Praia do Suá, vira um pensionato de escribas e de leitores vorazes, que ali se reúnem sem outro propósito a não ser o de tomar cafezinho e jogar conversa fora, num ritual de convívio, como diz Renato Pacheco. Fala-se de tudo pelo prazer do diálogo – logos, logos and logos.

Foi de Pedro J. Nunes a ideia deste livro, congregando escribas do pensionato dos sábados para escreverem sobre mulheres em diversa caligrafia. Uns disseram logo que sim, outros que iam ver. A obstinação de Pedro J. Nunes não deu trela aos recalcitrantes. Caligrafar foi preciso.

A coletânea está aqui, com o apoio dos que resolveram prestigiar. Cabe aos leitores julgar se valeu a pena Pedro J. Nunes quebrar lanças pela edificação desta capela onde nem sempre se queima aos altares o mais puro incenso.

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Exercício de amável erotismo, por José Carlos Mattedi

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